As emissões globais de dióxido carbónico bateram um recorde histórico em 2010, crescendo 5,9% em relação ao ano anterior, devido à recuperação rápida da economia mundial após a crise de 2008/2009, sobretudo nos países em desenvolvimento.
Segundo um estudo do Centro Internacional de Pesquisa Climática e Ambiental, em Oslo, o mundo emitiu num único ano 9,1 mil milhões de toneladas de carbono, ou 32 mil milhões de toneladas de CO2, só na queima de combustíveis fósseis e produção de cimento.
O número tende a não se repetir no próximo ano, mas os autores do estudo temem que signifique um novo patamar no crescimento anual das emissões de CO2. Isso deve colocar o mundo ainda mais longe do rumo de evitar que o aquecimento global neste século ultrapasse a perigosa barreira dos 2°C em relação à era pré-industrial.
O comportamento dos países em desenvolvimento foi crucial. Pacotes de estímulos como o adoptado pelo Brasil, aumentando o consumo de carros e eletrodomésticos, aliados a uma queda no comércio internacional, fizeram com que o carbono que os países emergentes emitem para alimentar o próprio consumo (em vez de para alimentar o dos países ricos via exportações) tivesse um crescimento maior no hemisfério Sul do que no hemisfério Norte pela primeira vez na história.
Fonte: CICERO – Centro Internacional de Pesquisa Climática e Ambiental















