Saiba como optimizar o estado nutricional dos idosos

Na prática, a maneira mais simples de optimizar o estado nutricional das pessoas idosas, em termos qualitativos e quantitativos, é ter em mente a noção dos grupos alimentares e os princípios da Roda dos Alimentos.

Água

As necessidades hídricas da população idosa (1,5 a 2L/dia) não são superiores às da população em geral. No entanto, devido a alterações fisiopatológicas do envelhecimento, existe um elevado risco de ingestão insuficiente. Para além da água, o consumo de chás, tisanas, sumos de fruta, caldos e sopas contribuem para a satisfação das necessidades hídricas.

 

Frutas e Hortícolas

São indispensáveis devido ao seu teor em micronutrientes, fibra alimentar, antioxidantes e outras substâncias não nutritivas com acção benéfica para o organismo. Quando os indivíduos apresentam dificuldades de mastigação, pode ser uma opção fazer puré de fruta, cozer ou assar a fruta, fazer sumos naturais, facilitando a sua ingestão. Os hortícolas devem ser consumidos tanto no prato como através da ingestão de sopas.

Os hortofrutícolas da própria estação são os preferíveis por estarem no máximo da sua riqueza em vitaminas e sais minerais (além de serem mais económicos).

Os hortícolas ultra-congelados tem um valor nutricional comparável aos dos produtos frescos.

 

Gorduras

São ricas em lípidos, fonte de energia e fornecem vitaminas A e D e E assim como ácidos gordos essenciais das famílias ómega-3 e ómega-6. Os óleos de girassol, milho, amendoim e o azeite são boas fontes de ácidos gordos ómega-6. Os ácidos gordos ómega-3, frequentemente deficitários nos idosos, encontram-se no óleo de colza e no de soja.

O consumo de gorduras, especialmente de gorduras saturadas, deve ser minimizado, dada a sua influência negativa nos níveis de colesterol e relação com as doenças cardiovasculares.

Devem evitar-se os fritos, os assados com muita gordura, os refogados e os folhados da alimentação. Devem também retirar-se todas as peles e gorduras visíveis presentes nas carnes.

 

Leite e derivados

Os idosos devem ingerir mais leite ou derivados, uma vez que apresentam necessidades de cálcio superiores.

 

Cereais, derivados e Tubérculos

Pão, massa, arroz e batata são excelentes fontes de energia, pelo que devem constar sempre do dia alimentar dos idosos, fazendo parte de todas as refeições. Além disso, têm boa digestibilidade, e por serem constituídos por hidratos de carbono complexos mantém a glicemia estável ao longo do dia.

 

Carne, peixe e ovos

O consumo de proteínas de origem animal (carne, peixe e ovos) deve ser reduzido devido aos problemas renais associados à idade. No entanto, não devem ser retirados da alimentação, mas antes consumidos com moderação. Devem optar pelo consumo de peixe, pela sua maior digestibilidade e também pela sua riqueza em ácidos gordos ómega 3, importante para a prevenção de Doença de Alzheimer. O consumo de carnes brancas (frango e peru, por exemplo) é preferível ao das carnes vermelhas, mais ricas em gordura saturada e colesterol.

Leguminosas

As leguminosas combinadas com os cereais (por ex.: arroz com feijão) são excelentes formas de o idoso consumir proteínas de origem vegetal, sem comprometer as suas necessidades nem o funcionamento renal. Além disso, as leguminosas são ricas em fibra, importante para a regulação do trânsito intestinal.