Compensações das emissões de CO2 resultantes da energia consumida nos recintos de espectáculos e iniciativas de sensibilização para o uso eficiente de energia são hoje um “must” dos maiores palcos de animação musical das férias. Porque a diversão também pode – e deve – ser responsável, neste Verão a música brilha mais verde.
Lisboa faz definitivamente parte das principais capitais europeias de cultura e, pelo menos quando chega o Verão, o resto do país não é paisagem: só neste mês de Julho decorrem quase vinte eventos ligados à música em Portugal, do Optimus Alive ao Paredes de Coura, passando pelo SuperBock SuperRock e pelo Festival de Músicas do Mundo.
As medidas a adoptar devem ser abrangentes incidindo, por exemplo, na disponibilização de transportes colectivos e na escolha de catering com produtos locais, de materiais descartáveis e de hotéis com práticas sustentáveis para o alojamento dos artistas.
A logística é cara e complexa, condição que só pode ser revertida com planeamento estratégico. A este nível, o já consolidado Boom Festival é, sem dúvida, um exemplo a seguir: para além de ter recebido o galardão internacional “The Greener Festival Award 2008″, foi convidado pela Organização das Nações Unidas para fazer parte da United Nations Environmental and Music Stakeholder Initiative, uma iniciativa que promove as práticas ambientais associadas a eventos musicais. A organização aposta na sustentabilidade ambiental desde 2006 com acções originais, como o recurso a casas de banho compostáveis, o tratamento das águas cinzentas através da oxigenação e da flora e a utilização de biodiesel para alimentar geradores, através do programa “O seu óleo é música”.
Leio o artigo na integra em: www.ver.pt















