As crianças entre os 6 e os 12 anos são o grupo etário onde o crescimento do número de obesos é maior. A menos que sejam tomadas medidas radicais muitas destas crianças terão uma esperança de vida inferior à dos seus pais. Segundo a World Heart Federation as crianças obesas correm um risco 3 a 5 vezes superior de terem paragens ou ataques cardíacos precoces comparativamente com indivíduos que fiquem obesos numa idade adulta. Nos últimos 30 anos, a falta de saúde nas crianças associada à obesidade aumentou em todo o mundo. Na Europa, 20% das crianças são obesas e nos EUA 15% das crianças entre os 7 e os 19 anos são obesas e 15% aproximam-se da obesidade. As crianças obesas têm menos qualidade de vida do que as crianças com peso normal e frequentemente sofrem dos mesmos problemas psicológicos das crianças com cancro.
Não podemos esquecer que as crianças herdam dos seus pais muitos comportamentos, bons e maus e isso aplica-se à alimentação, à saúde e à prática de exercício físico. Muitas crianças têm uma condição física comparável aos idosos e fazem cada vez menos exercício. O aumento de peso é fácil de entender se pensarmos que a geração actual raramente toma o jantar em família, muitas das suas horas são passadas frente ao televisor ou ao computador a comer aperitivos de fraco valor nutricional. As crianças que optam regularmente por bebidas açucaradas em detrimento do leite ficam em risco de se tornarem adultos obesos com uma má estrutura óssea. Os especialistas recomendam o consumo diário de meio litro de leite ou de outros produtos lácteos – uma recomendação que se aplica tanto a crianças como a adultos e idosos. Este consumo garante uma boa percentagem da dose diária recomendada para a maior parte dos nutrientes de que necessitamos.















