De acordo com um estudo publicado pela revista Science, os Jardins Zoológicos tornaram-se numa peça fundamental para a protecção e conservação dos animais ameaçados de extinção. Os investigadores da revista Science acreditam que a percentagem de espécies em perigo de extinção protegidas em Jardins Zoológico irá aumentar muito para além dos 15% de hoje em dia. No entanto e para que este crescimento seja positivo é fulcral que seja acompanhado por três grandes mudanças de índole estrutural.
A primeira transformação apontada pelo estudo refere-se à desigualdade que, actualmente, existe entre as classes de espécies animais abrigadas pelos zoológicos. Enquanto os mamíferos e as aves representam, cada uma, cerca de 25% dos animais ameaçados que “moram” em zoos, os anfíbios – que, segundo a IUCN – União Internacional para a Conservação da Natureza são a classe que corre maior risco de extinção entre os vertebrados terrestres – representam, apenas, 3%.
A segunda grande mudança sugerida pelo relatório respeito à diversidade: as espécies de cada classe animal, escolhidas pelos zoológicos para serem protegidas, também deveriam ser mais variadas.
Por fim, a pesquisa propõe que o entretenimento da população deixe de ser a principal prioridade dos zoológicos, que deveriam concentrar-se mais no trabalho de conservação e reprodução em cativeiro dos animais ameaçados de extinção.















