Portugal figura na lista dos seis países da União Europeia onde aumentou a proporção de lixo enviado para aterros sanitários entre 1995 e 2007, revela um relatório da Comissão Europeia sobre a gestão do lixo.
Segundo o Público, apesar de contrário à legislação europeia, o governo português considera este dado positivo.
A parcela de resíduos urbanos depositada em aterros caiu de 62% para 42% no conjunto dos 15 Estados-membros mais antigos, entre 1995 e 2007, e de 87% para 79%, entre os 12 novos integrantes da UE, conclui o relatório.
No entanto, seis países – Portugal, Bulgária, Malta, Roménia, Eslováquia e Eslovénia – fizeram um percurso inverso à média. Em Portugal, a percentagem de deposição em aterro subiu de pouco mais de 50% para mais de 60%, entre o período em análise.
Numa informação enviada à agência Lusa, o Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território considera que os dados do relatório da Comissão Europeia mostram “uma evolução positiva em matéria de gestão de resíduos e não a uma degradação”. O aumento do recurso a aterros “é o resultado directo do abandono da deposição em lixeiras”, argumenta o ministério.
De salientar que o intervalo avaliado no relatório de Bruxelas coincide com o período no qual foram encerradas mais de três centenas de lixeiras em Portugal, substituídas por 34 aterros sanitários, duas incineradoras e uma rede crescente de recolha e reciclagem de resíduos.
O Ministério do Ambiente espera que até 2012 seja possível reduzir em 20% o recurso a aterros, alcançando-se assim valores mais consentâneos com a média europeia.
















