Se o preço dos alimentos básicos continuar a subir, é provável que o planeta tenha de enfrentar uma crise alimentar idêntica à de 2008, alerta o Banco Mundial, nas suas previsões semestrais. Para inverter esta tendência, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) defende o reforço do investimento na agricultura.
Segundo o Expresso, em 2011, a economia mundial vai crescer a um ritmo mais lento. O PIB global não deverá ir além dos 3,3% (contra 3,9%, em 2010), embora os países em desenvolvimento continuem a crescer mais do que os países ricos (6%, em média).
Apesar desta disparidade, os preços dos alimentos subiram muito nos países mais pobres, em alguns casos na ordem dos dois dígitos. A situação é particularmente preocupante nos países do Golfo pérsico, altamente dependentes de importações.
No Médio Oriente e no Norte de África, estima-se que 37 milhões de pessoas (cerca de 10% da população destas regiões) sofram de fome e mal nutrição.
O rápido crescimento da fome e da mal nutrição ocorridos desde a crise alimentar de 2008, revelam que o actual sistema global de distribuição de alimentos é inadequado e requer mudanças estruturais urgentes, defende Jacques Diouf, director-geral da FAO, o organismo das Nações Unidas para a alimentação e agricultura.
De acordo com último relatório da FAO, o índice de preços médio alcançou os 205 pontos, em Novembro de 2010, apenas sete pontos abaixo do pico atingido em Junho de 2008. Açúcar e óleo foram os preços que mais subiram.
Para o director-geral da FAO, o investimento na agricultura é a resposta mais adequada, a médio e a longo prazo. Os países deficitários em alimentos deveriam receber apoio técnico e financeiro para incrementar a produtividade dos seus sectores agrícolas, tornando-os mais resistentes face às crises.
Isto também significa um maior investimento em programas de protecção social e de segurança alimentar, a par de informações actualizadas sobre os mercados.
















