“Poupar mais do que o custo” foi o lema do homem que desenvolveu as embalagens assépticas de cartão. O sueco Ruben Rausing (1895-1983), fundador da Tetra Pak, acreditava que as embalagens deviam gerar poupanças superiores ao seu custo, uma visão inovadora na sua época que levou ao surgimento de uma solução de embalagem diferente.
A embalagem asséptica revolucionou a distribuição moderna e foi reconhecida pelo Institute of Food Technologists dos EUA, a par da tecnologia de tratamento asséptico, como o avanço tecnológico mais significativo do século XX no campo alimentar.
Além das vantagens na conservação dos alimentos, as embalagens assépticas apresentam um perfil ambiental gerador de economias e assentam em princípios de minimização de recursos. Ora vejamos alguns detalhes.
As embalagens assépticas de cartão são resistentes, mas leves: 28 gramas é o peso do material de embalagem necessário para embalar, por exemplo, 1 litro de leite. Numa embalagem cheia, o alimento representa 95% do peso total da embalagem enquanto o seu material representa, somente, 5%.
Ao serem impressas em grandes rolos e ao ganharem a sua forma tridimensional apenas no momento em que são cheias, as embalagens assépticas poupam recursos no transporte – um rolo de material de embalagem pode conter mais de 9.000 embalagens de 1 litro!
As embalagens assépticas permitem conservar os alimentos durante vários meses sem necessidade de refrigeração o que reduz o consumo de energia durante a sua armazenagem nos produtores, no transporte até às lojas, nas próprias lojas e em nossas casas também!
Estas embalagens reduzem ainda as perdas e desperdícios de alimentos, situações que resultam, muitas vezes, da má conservação dos alimentos ou de problemas de transporte. Deste modo, são um factor que pode potenciar amplos ganhos em especial nos países em vias de desenvolvimento, onde as infra-estruturas logísticas podem ser mais sensíveis.
O cartão, proveniente da madeira, é o principal material que compõe a embalagem que assenta portanto num recurso renovável. E o seu formato depois de formadas e cheias (formato paralelepipédico) gera economias de transporte – mais embalagens ocupam menos espaço de carga e com isso consomem menos recursos no transporte.
As embalagens assépticas de cartão podem ser recicladas a 100% e, assim, dar origem a novas matérias-primas e a produtos úteis para o dia-a-dia das pessoas.
















