Alimentação na adolescência (Parte II)

A alimentação nos adolescentes deve contribuir para satisfazer as necessidades acrescidas durante o desenvolvimento e crescimento do organismo, promover a saúde e, claro, proporcionar prazer e bem-estar.

Durante a adolescência ocorrem várias alterações fisiológicas e hormonais que afectam as necessidades nutricionais dos jovens. Conheça algumas delas.

A deficiência em ferro

A deficiência em ferro é uma das carências mais comuns nos jovens – os adolescentes são um dos grupos de maior risco (cerca de 13% têm baixas reservas de ferro). O rápido crescimento, em conjunto com um estilo de vida activo e escolhas alimentares pouco saudáveis, podem resultar em deficiências de ferro e, consequentemente, anemia.

As raparigas precisam de ter uma atenção especial às reservas de ferro, já que perdem sangue durante a menstruação. As principais fontes de ferro incluem o fígado, carne, ovos, leguminosas, grãos de cereais integrais, marisco, hortaliças de folha verde e frutos secos.

O organismo não consegue absorver tão eficazmente o ferro dos alimentos de origem vegetal (ferro não-heme). No entanto, a vitamina C aumenta a sua absorção pelo organismo. Em contraste, os taninos encontrados no chá, no café e no vinho tinto, reduzem a sua absorção.

A deficiência em cálcio

Cerca de 25% dos adolescentes ingerem cálcio em quantidades inferiores às recomendadas, com implicações sérias no futuro, em particular na saúde óssea.

A osteoporose é uma doença óssea que torna os ossos finos e quebradiços. Os ossos continuam a crescer e a ganhar massa até aos 30 anos de idade – sendo o período da adolescência o mais importante em todo o processo. A vitamina D, o cálcio e o fósforo são vitais para que este desenvolvimento decorra dentro da normalidade. As doses diárias recomendadas de cálcio para adolescentes variam entre os 800mg e os 1.000mg/dia.

Alimentos ricos em cálcio devem ser consumidos diariamente. As fontes mais importantes de cálcio incluem o leite e os produtos derivados, como o queijo e o iogurte, leguminosas, como o feijão e a soja, alguns vegetais de folha verde como a couve-galega, couves de Bruxelas, brócolos, as sardinhas enlatadas com espinhas e alguns frutos secos.

Existem no mercado outros tantos alimentos ricos em cálcio, por exemplo, leite de soja, sumo de laranja e cereais de pequeno-almoço.

Fonte : Medical News Today