Conseguirá o novo ecocentro de Bigorne receber 2.500 toneladas por ano?

Os números são ambiciosos e foram colocados pelo próprio secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa (na foto): o novo ecocentro de Bigorne, Lamego, tem condições para tratar 2.500 toneladas de resíduos para reciclagem por ano.

Acredito sinceramente que esse valor vai ser alcançado”, explicou o governante durante a cerimónia de inauguração do novo ecocentro, na última quarta-feira.

“[Portugal] está numa nova fase quanto ao processamento de resíduos. Primeiro, há alguns anos, substituímos as lixeiras por aterros controlados e incineradoras. Agora estamos a desviar do aterro tudo o que possa ser valorizado”, continuou.

Esta nova unidade de tratamento faz parte do sistema Resinorte e vai servir uma população de um milhão de habitantes do Vale do Douro – correspondentes a 17 diferentes concelhos –, reforçando a recolha de equipamentos eléctricos e electrónicos, pneus, vidro, madeiras, sucatas e metais.

Este novo equipamento vai estar aberto todos os dias – excepto domingos e feriados – das 8h às 18h, sendo que pessoas e empresas poderão ir lá directamente depositar os resíduos. Em alternativa, o próprio ecocentro poderá recolher o material, em casos especiais de instituições que o solicitem.

“[Trata-se de] encarar os resíduos não como um problema, mas como uma fonte de energia, de fertilizantes alternativos”, continuou Humberto Rosa, que revelou ter notado “muita adesão da população à reciclagem de resíduos, até por via das actividades escolares que induzem as famílias a aderir”.

Recorde-se que, em Portugal, os fluxos deste tipo de resíduos para valorização cresceram 17% desde 2006. Em relação às embalagens, estas cresceram 50% nos últimos cinco anos.

“[O novo ecocentro] é um contributo para dar uma solução a este tipo de resíduos”, revelou ao Jornal de Notícias a directora do pólo do Vale do Douro da Resinorte, Rosa Novais. “A partir de agora não haverá desculpa para colocar aqueles lixos à beira da estrada ou na floresta”, continuou a responsável. E alguma vez houve?