Sabe quanto vale o seu lixo?

No ano passado, o lixo orgânico dos portugueses permitiu a poupança de mais de 207 mil barris de petróleo a Portugal, noticia o Diário de Notícias.

Só a produção de biogás, obtido a partir do lixo por digestão anaeróbia (DA), resultou em 350 mil megawatts de energia, que foram alimentar 112 mil famílias de três elementos, revelam os dados do Ministério do Ambiente.

“A principal razão ambiental para este investimento prende-se com a retirada dos resíduos orgânicos dos aterros. Se estes não forem recolhidos e tratados, os gases produzidos pela sua decomposição vão contribuir para o aumento do aquecimento global”, explicou Dulce Pássaro, ministra do Ambiente.

A digestão anaeróbia é um processo biológico através do qual a matéria orgânica é transformada em metano e dióxido de carbono na ausência de oxigénio. Do processo de DA resulta biogás, que varia em qualidade de acordo com a composição e biodegradabilidade da matéria orgânica.

Portugal tem vindo a apostar no biogás como forma de tratamento dos lixos orgânicos. Neste momento, existem nove infra-estruturas em total funcionamento para a valorização deste tipo de lixo, sob a tutela da Empresa Geral do Fomento, ligada ao Ministério do Ambiente – sete com produção de energia por digestão anaeróbia de resíduos vindos de aterro; uma para valorização energética de resíduos e ainda uma central de valorização orgânica (compostagem).

Por exemplo, amanhã será inaugurada na Valnor, empresa de Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos do Norte Alentejano, uma central de digestão anaeróbia.

Com capacidade instalada de 25 mil toneladas de resíduos urbanos biodegradáveis e investimento no valor de 7,5 milhões de euros, a unidade será capaz de produzir 110 kWh de energia por cada tonelada de resíduos sólidos urbanos processada.

De salientar ainda que a Valnor é responsável pelo tratamento e valorização do resíduos sólidos urbanos de 19 Municípios, estando os seis municípios da Raia-Pinhal em fase de integração na empresa.