O projecto Minorsal.saude, da Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro, conseguiu reduzir a quantidade de sal no pão, tendo conquistado uma menção honrosa na primeira edição dos Nutrition Awards 2010, noticia hoje o Destak.
O excesso de sal na alimentação é um dos principais factores determinantes do aparecimento das doenças cardiovasculares, que são a primeira causa de morte nos países desenvolvidos.
Tendo em conta que Portugal é o país da União Europeia com a taxa mais elevada de mortalidade por acidentes vasculares cerebrais (AVC), a ARS Centro decidiu criar o projecto Minorsal.saude, que visa reduzir o excesso de sal.
No total, são dois os subprojectos que integram esta ideia. O primeiro – o pão.come -, que arrancou há quatro anos, tinha como alvo o pão. “Hoje temos mais de mil padarias aderentes, em 68 concelhos”, explica Ilídia Duarte, responsável da ARS Centro.
“Começámos com 1,58 gramas de sal por 100 gramas de pão e estamos hoje com 0,91. Se pensarmos que, em média, uma pessoa come três pães por dia, então estamos a falar de uma redução considerável”, acrescenta.
O segundo projecto – sopa.come -, que teve início o ano passado, tem como objectivo a gradual redução do sal na confecção da sopa e elege como grupo alvo prioritário a restauração colectiva.
No ano de 2009, foram realizadas 264 análises a sopas provenientes de cantinas colectivas (escolas/infantários, IPSS e hospitais) e estabelecimentos de restauração da maioria dos concelhos do distrito de Coimbra. Os resultados evidenciaram que a quantidade de sal presente na sopa, nutricionalmente recomendado pelo seu valor alimentar, é elevada sendo mesmo, em alguns casos excessiva.
De salientar que o projecto Minorsal.saude arrecadou recentemente uma menção honrosa nos Nutritions Awards 2010 na categoria Saúde Pública, uma iniciativa da Associação Portuguesa dos Nutricionistas e da GCI, que reconhece, premeia e difunde projectos, produtos e serviços na área da nutrição.
















