Já conhece o ecoponto alimentado a energia solar?

O jornal i e a consultora Everis desafiaram os portugueses a partilhar ideias. O ECRAES, um ecoponto com compactador de resíduos e alimentado a energia solar, é uma delas.

O ECRAES, como lhe chama o i, é da autoria de Ricardo Guerreiro, que considera que o serviço de reciclagem actual é ineficiente e não responde às necessidades dos cidadãos preocupados com o ambiente.

Segundo o autor do ECRAES, “o resultado habitual da falta de monitorização dos ecopontos é o lixo espalhado na área em redor ou depositado no contentor errado”. Além disso, quando um ecoponto está cheio não há forma de saber qual é o contentor disponível mais próximo e as recolhas são feitas sem ter em conta a quantidade de resíduos que os camiões irão encontrar.

Deste modo, o ecoponto que Ricardo Guerreiro apresentou – o ECRAES – teria incorporado um compactador de resíduos que seria colocado abaixo do nível do solo, para minimizar o ruído, e seria alimentado a energia solar.

Cada contentor teria ainda um chip que comunicaria à central de resíduos o estado de carga dos ecopontos e informaria os utilizadores da alternativa mais próxima caso estivesse cheio. O ecoponto, cuja matéria-prima seria reciclável, teria não só implicações positivas no ambiente, como apresentaria também vantagens do ponto de vista económico.

“O aumento da disponibilidade de matérias-primas recicladas reduziria os custos de vários produtos. Já as empresas municipais teriam ganhos directos com a redução do número de deslocações a cada contentor”, revela o i.

Em termos ambientais, o ECRAES, ao optimizar as recolhas, permitiria também uma redução das emissões de CO2 dos camiões de transporte. Por outro lado, a quantidade de resíduos separados aumentaria graças à monitorização dos consumos por bairro.

Apesar de todas estas mais-valias, Ricardo Guerreiro refere que apenas existe uma limitação à criação do ECRAES – “a abertura dos municípios para porem em prática uma solução que necessariamente tem alguns custos de investimento”.