O ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas apresentou, esta semana, a campanha “Previna-se e Viva”, que tem como objectivo preparar o país para eventualidades inesperadas ou situações de ruptura no abastecimento de alimentos, de que são exemplo as catástrofes naturais.
Segundo António Serrano, “já em 2005 tentamos fazer avançar este dossier, que é uma resposta obrigatória dos Estados-membros da Nato. As perspectivas de segurança das populações em situações inesperadas e de Defesa Nacional obrigam a uma resposta concertada e coordenada”.
“Estamos a fazer o contrário do que se faz: depois de portas arrombadas, trancas nas portas”, acrescentou ainda António Serrano, sublinhando que a segurança alimentar não é apenas responsabilidade do Estado, mas também de cada cidadão e de cada família.
No âmbito desta campanha, serão distribuídos folhetos com informações, em várias superfícies comerciais do país, e apresentadas propostas complementares para reforçar a capacidade de resistência das populações face a cenários inesperados: a “despensa que não se dispensa” e a “mochila para emergência”.
Enquanto a “despensa que não se dispensa” constitui uma reserva para a família de alimentos e água, para uma a duas semanas, a “mochila para emergência” é um conceito que visa dar autonomia alimentar aos membros do agregado familiar durante pelo menos dois a três dias, em situações em que seja necessário saírem da sua habitação.
Neste sentido, a mochila para emergências deverá conter, por exemplo, alimentos base e utensílios como guardanapos, fósforos, panelas pequenas, canivete multiusos e lanterna.
Esta acção de sensibilização resulta de um projecto desenvolvido pela Comissão de Planeamento de Emergência da Agricultura (CPEA), pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, que colaborou no sentido de garantir ementas equilibradas do ponto de vista nutricional, e pelo Conselho Nacional de Planeamento Civil de Emergência (CNPCE).

















Qdo vi o folheto este fim de semana fiquei um bocadinho alarmada…, pq no folheto não diz o porquê da sua existência, e claro comecei a questionar o que é que eles sabem que eu não sei?, principalmente na questão das mochilas, tipo vou ter que fugir de quê?, quanto as reservas alimentares acho bem que se façam antigamente nas despendas dos portugueses havia sempre reserva alimentar para um mês. Porque previne não só crises que possam existir a nivel nacional, como crise financeira que possa existir na familia.