Deficientes vão ter ecopontos específicos

Oito instituições assinaram, na semana passada, na Lipor – Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto, em Ermesinde, um protocolo para o estudo da criação de um equipamento semelhante aos ecopontos. O objectivo desta iniciativa é permitir que as pessoas com deficiência ou incapacidade física possam depositar resíduos para reciclagem, noticia o Jornal de Notícias.

O Projecto R+ reúne a Lipor, Instituto Nacional para a Reabilitação, Otto Multiservei Soluções Ambientais, Agência Portuguesa do Ambiente, Junta Metropolitana do Porto, Ordem dos Arquitectos, Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal e a Sociedade Ponto Verde.

O acordo tem a duração inicial de um ano e visa associar dois temas: a separação de resíduos (e a reciclagem) e o seu fomento junto das pessoas com deficiências ou incapacidade.

“É um projecto que não é para já, precisa de tempo. Mas penso que dentro de um ano já temos os equipamentos no terreno”, referiu o presidente do Conselho de Administração da Lipor, Macedo Vieira.

No âmbito desta parceria, as organizações subscritoras comprometem-se a “projectar e conceber o equipamento ideal susceptível de uma usabilidade total, incluindo por pessoas com deficiência”, acrescentou Macedo Vieira.

O futuro equipamento, baseado num modelo de ecopontos utilizados em Barcelona, será testado na via pública, para ser avaliada a adesão da população alvo. Só depois será generalizada a sua colocação em toda a área de intervenção da Lipor.

Segundo Susana Ribeiro, uma das representantes do projecto, “os equipamentos terão um tamanho maior, distinguem-se por desenhos e não por cores e têm também um depósito para restos de comida. Além disso, a abertura é diferente e tem capacidade para mais lixo.”