Os alunos da Universidade de Aveiro são sedentários e comem poucos vegetais, revela um estudo realizado por uma equipa de docentes sobre os factores de risco cardiovascular na população universitária portuguesa.
Segundo o estudo, a maioria dos estudantes da Universidade de Aveiro (UA) são sedentários, ou seja, fazem pouco exercício físico e estão longe de cumprir as recomendações da Roda Alimentar Portuguesa.
“É uma situação preocupante que requer vigilância deste grupo populacional”, referiu Maria Piedade Brandão, professora na Escola Superior de Saúde da UA e responsável pelo trabalho.
O estudo verificou ainda hábitos alimentares indesejáveis em ambos os sexos. “Relativamente às recomendações da roda Alimentar Portuguesa os nossos alunos estão muito aquém de as cumprir, verificando-se uma carência ao nível dos vegetais”, refere o estudo.
A Roda Alimentar Portuguesa defende uma ingestão de vegetais de 23%, mas os estudantes do sexo masculino ficam-se pelos 9% e o feminino pelos 8%. Comem também poucos legumes, ficando-se por metade do que é recomendado.
Além disso, o estudo concluiu também que há mais hipertensão nos homens do que nas mulheres (13,7% e 3,2%, respectivamente) e que a prevalência da hipercolesterolemia (colesterol elevado) nos alunos das Ciências da Saúde é mais alta do que nos de Ciências Técnicas e Naturais (20,2% versus 13,7%).
A área cientifica que apresenta uma prevalência mais elevada de alunos em risco é a de Ciências Sociais e Humanas (38,1%). Cerca de um terço dos estudantes do sexo masculino e cerca de dois terços dos estudantes do sexo feminino não praticam desporto.
“Num contexto de elevada dificuldade económica, apostar numa população jovem saudável, principalmente com responsabilidades a longo prazo, será apostar em futuros profissionais mais produtivos e evitar despesas desnecessárias no Serviço Nacional de Saúde que podem ser canalizados para investimentos de maior interesse para o desenvolvimento do país”, concluiu Maria Piedade Brandão.
O estudo incidiu num universo de 781 estudantes (208 rapazes e 573 raparigas) da UA, que durante três anos lectivos (2005/6 a 2007/08) aceitaram participar na investigação sobre os factores de risco de doenças cardiovasculares.















