De inovação em inovação, até à embalagem final (Parte I)

Com cores, formas e tamanhos diferenciados, as embalagens têm vindo a ganhar cada vez mais espaço nas prateleiras dos supermercados. É um sinal dos tempos modernos e a expressão mais sublime da inovação do mercado e da exigência dos consumidores.

Para trás ficam, por exemplo, as experiências de sobrevivência do homem da pré-história, que começou por envolver a carne crua em folhas de árvores ou acondicionar os alimentos em conchas e crânios de animais.

Nos últimos anos, as mudanças nos hábitos alimentares e as alterações dos estilos de vida impulsionaram a oferta de alimentos pré-preparados e conservados e, consequentemente, o desenvolvimento de novas embalagens.

A inovação passou a ser indispensável para a sustentabilidade da indústria, que se concentrou em quatro grandes objectivos: garantir a frescura e as propriedades organolépticas* dos alimentos, aprofundar o sentido estético das embalagens e, ao mesmo tempo, conferir um prazo de validade bastante alargado.

Para obter tudo isto, a indústria das embalagens passou a apostar em novos materiais e tecnologias. Numa palavra: inovou. Desde a invenção proveniente da investigação e do desenvolvimento (I&D), à adaptação de processos de produção, exploração de novos mercados, utilização de novas abordagens organizacionais ou à criação de novos conceitos de comercialização e distribuição, o objectivo da inovação é sempre o mesmo: tornar as embalagens mais eficientes, funcionais, responsáveis e atraentes.

Mas vamos por partes. Na indústria da embalagem, as principais inovações têm sido lançadas, sobretudo, ao nível dos materiais, onde novos polímeros e filmes com múltiplas funções abrem perspectivas estimulantes para o sector dos alimentos e bebidas.

Para além da inovação nos materiais utilizados, há também os processos de enchimento asséptico – com atmosfera modificada e vácuo controlado – e que estabeleceram novas fronteiras para a conservação dos produtos perecíveis.

Também os sistemas de abertura têm sido um terreno fértil para a procura de inovação por parte das empresas. São disso exemplo, as tampas de fácil abertura, que conferem às embalagens uma maior praticidade e conveniência, assim como a tecnologia de membrana de silicone que deu origem a uma nova geração de tampas que dispensam o processo de abertura e fecho da embalagem.

A juntar a tudo isto está ainda o facto das embalagens se terem transformado, nos últimos anos, no principal elemento de diferenciação e destaque dos produtos nas prateleiras. E aqui os sistemas de decoração e rotulagem têm desempenhado um papel primordial, agregando cada vez mais informação e disponibilizando ao consumidor informações bastante pormenorizadas.

Estes são apenas alguns exemplos que têm surgido no sector e que têm como desafio o desenvolvimento de embalagens inteligentes e sustentáveis, a fim de satisfazer as necessidades e exigências do consumidor.

Voltamos na sexta-feira com a segunda parte do artigo sobre a importância da inovação para a Tetra Pak (o artigo será dividido em três partes). Até lá.

*As propriedades organolépticas são as características físicas de um alimento perceptíveis através dos órgãos dos sentidos como, por exemplo, o seu aspecto, gosto, textura, cheiro e cor. Todas estas sensações produzem-se uma experiência agradável ou desagradável. A apreciação das características organolépticas dos alimentos tem um papel importante no momento da compra ou do consumo do alimento. O aspecto do alimento – normal ou alterado -, o seu cheiro agradável ou desagradável, a presença de secreções normais ou anormais, a cor característica ou alterada são elementos de avaliação que nos vão indicar o grau de frescura ou alteração dos alimentos. E, como consequência, vão servir-nos para rejeitar aqueles que não apresentem as características de frescura próprias do alimento.