Não é fácil entender algumas mudanças que se estão a operar no sector da restauração. Por isso, cabe aos agentes económicos promover os bons hábitos alimentares, tendo em conta as exigências do mercado.
Estes são alguns dos direitos e deveres que Célia Craveiro, da Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo, defendeu na passada sexta-feira, no Centro de Congressos de Lisboa, durante o Congresso de Nutrição e Alimentação.
Segundo Célia Craveiro, a Organização Mundial de Saúde refere que todos os indivíduos têm o direito ao acesso a uma alimentação nutricionalmente adequada e segura, constituindo esta uma das premissas indispensáveis para proteger a saúde das populações. No entanto, a segurança na cadeia de abastecimento e na comercialização de alimentos e a saúde dos consumidores continuam a ser um motivo de preocupação.
De acordo com a responsável, está comprovado cientificamente que a alimentação apresenta um papel decisivo na saúde das populações, desempenhando uma função capital na manutenção, prevenção e controlo de diversas doenças, em particular de doenças crónicas, tais como obesidade, diabetes e osteoporose, alguns tipos de cancro e doenças cardiovasculares.
Para minorar os factores de risco associados à alimentação, torna-se premente monitorizar o consumo alimentar da população portuguesa e estruturar políticas e consequentes estratégias que englobem todos os intervenientes da cadeia alimentar, alertou a responsável.
Tendo em conta que a alimentação é cada vez mais um fenómeno que se realiza fora do âmbito domiciliário, e em diferentes contextos e situações, os serviços de restauração assumem uma responsabilidade acrescida no bem-estar e saúde dos cidadãos.
Contudo, há que ultrapassar obstáculos que condicionam a aplicabilidade dos direitos e deveres dos operadores económicos neste sector de actividade, nomeadamente no que concerne à responsabilização de uma oferta de géneros alimentícios que assegure a satisfação de cliente, um serviço consciente, promova a saúde do consumidor e respeite o meio ambiente.
Nesta tríade serviço/saúde/satisfação é importante, acima de tudo, clarificar quais os reais direitos e deveres dos agentes e operadores económicos, contextualizando-os no cenário actual, concluiu Célia Craveiro.















