Sem dúvida a experiência de uma vida.
Quando ao Domingo nos sentamos, à hora de almoço, a ver os maravilhosos programas de documentários da National Geographic, pensamos no quanto a natureza é impressionante e que seria magnifico ser explorador por uns dias. Pois nós realizámos esse sonho – e subimos o Rio Negro desde Manaus até ao interior da maior floresta tropical do planeta.
Partimos de Lisboa com destino ao Brasil, com um grande caminho ainda por percorrer até à cidade de Manaus, situada no coração da Floresta Amazónica. Depois de muitas horas de avião finalmente chegámos. A diferença de temperatura e de humidade foi a primeira impressão que desfrutámos: às 23 horas estariam aproximadamente 25°C e uma humidade impressionante, que aumentava a sensação térmica. Sim, “parece que é aqui”, dissémos! Restou-nos ir para o Hotel descansar para começar bem cedo o dia.
No dia seguinte, pelas 7 horas, já estávamos prontos para aproveitar cada minuto daquela experiência. Embarcámos rumo ao nosso destino subindo o Rio Negro, a maior afluente do Rio Amazonas. Durante cerca de duas horas pudemos desfrutar da paisagem e da óptima viagem de barco até chegar ao nosso Hotel da Selva, hotel com uma arquitectura muito singular, construído sobre palafitas de madeira à altura da copa das árvores.
Durante cinco dias vivemos experiências maravilhosas, apreciámos a fauna e flora da floresta, fizemos trilhos na selva, pescámos piranhas, vimos jacarés à noite, convivemos com comunidades lá existentes, nadámos com os Botos (golfinhos do rio), vimos o pôr do sol enquanto mergulhávamos num dos afluentes do Rio Negro… entre muitas mais aventuras. Muito resumidamente, estas foram as nossas principais actividades durante a estadia na selva, porque para descrever cada imagem que vimos e tudo o que fizemos eram precisas muitas mais linhas de texto para que as nossas recordações fossem descritas na totalidade.
De volta à cidade de Manaus, sentimos que tínhamos deixado para trás um sítio incrível que pode muito bem ser caracterizado como um paraíso na terra. Com ainda tínhamos dois dias para aproveitar, decidimos conhecer um pouco esta cidade, capital do estado Brasileiro do Amazonas.
Manaus tem cerca de 1,7 milhões de habitantes é o principal centro corporativo, financeiro e económico do Norte do País. É uma cidade cheia de contrastes, em primeiro lugar porque está rodeada pela selva amazónica e em pouco tempo se pode passar da confusão da metrópole para a calma e tranquilidade da selva mas, como disse um brasileiro que conhecemos na florests, “a selva não é aqui, a selva é na cidade”. Realmente é… Passados cinco dias na calma da floresta parece que os animais são as pessoas que vivem neste grande centro. É uma cidade muito confusa e com pouca organização ao nível da protecção do ambiente.
Nota-se que existe preocupação, principalmente por parte das cadeias de hotéis e das entidades promotoras do turismo, em transmitir uma imagem ecológica da cidade. Existem muitas zonas verdes e alguns parques ecológicos, mas para uma cidade situada no “pulmão do mundo”, é pouco. Encontramos muito lixo espalhado pelas ruas, notamos uma utilização excessiva de meios de transporte, numa cidade fortemente industrializada.
É uma viagem inesquecível, que nos deu muitas boas recordações e também uma maior consciencialização do que estamos a perder quando não respeitamos o meio ambiente. A terra é a nossa casa e a preservação de sítios como a selva amazónica só depende de nós. Com pequenas acções como a reciclagem pode-se mudar o mundo e salvar sítios magníficos como este. Como disse no inicio, visitar a Amazónia é uma verdadeira experiencia de vida. Obrigado Tetra Pak.
As embalagens Tetra Pak na Amazónia
Durante a nossa estadia não nos foi possível ter uma grande percepção sobre as diferenças existentes nas embalagens de produtos alimentares, dado que passámos grande parte do tempo na floresta. Encontrámos alguns produtos com embalagens Tetra Pak em pequenas lojas de conveniência na cidade de Manaus e no aeroporto, não nos conseguimos deslocar a uma grande superfície comercial para contrastar as principais diferenças existentes. Contudo, comprámos alguns sumos que apresentavam embalagens muito semelhantes às que podemos encontrar em Portugal – e outros com uma embalagem um pouco diferente.
Existem quatro ecopontos para a realização da reciclagem e o metal, plástico e papel têm cada um o seu próprio contentor. O que fazíamos quando queríamos deitar uma embalagem Tetra Pak nos depósitos de reciclagem? Esta foi uma pergunta que nos “assombrou” durante algum tempo… como em Portugal se coloca no ecoponto amarelo – e no Brasil o ecoponto amarelo é para o metal – ficámos na dúvida. Lá tivemos que andar algum tempo com as embalagens na mão para tentar perceber em qual era, ou tentar esclarecer esta dúvida. Dúvida esclarecida não pela primeira pessoa que encontrámos, nem pela segunda, mas à terceira. No Brasil, e mais concretamente na Amazónia, depositam-se as embalagens da Tetra Pak no ecoponto do papel, ou seja, no ecoponto azul.
Nota: Amanhã publicaremos a segunda parte do texto do Hilário.
















