Como poupar 5,3 milhões de euros em custos de energia e reduzir em 25% as emissões de CO2 até 2030? Esta foi a pergunta feita pela Siemens à McLean Hazel e GlobeScan no estudo “Desafios das Megacidades”, que procurou perceber como será uma grande cidade em 2030.
O estudo chega a conclusões “bastante interessantes” (a expressão é do jornal Oje, que o publicou recentemente), sendo que a pesquisa envolveu as opiniões de mais de 500 responsáveis de 25 megacidades mundiais – ou seja, aglomerados com mais de 10 milhões de habitantes.
O ponto de partida do estudo foi o facto de, pelo primeira vez na humanidade, haver hoje mais pessoas a viver nas cidades do que no campo. Segundo o estudo, o desemprego é visto como o mais importante desafio na gestão das cidades, com 20% das respostas.
Segue-se o custo de vida e o desenvolvimento económico, com 14% das respostas, a falta de infra-estruturas (8%) e só depois surgem as questões orçamentais, com 7%.
Por outro lado, e em relação aos temas relacionados com o ambiente, há duas conclusões diferentes.
Se a cidade estiver localizada num país em desenvolvimento, a eficiência ambiental é relegada para segundo plano – mais importante é dar uma maior capacidade de resposta à cidade. Numa megacidade de um país desenvolvido esta questão tem uma resposta inversa, com apenas 14% dos questionados a afirmarem que põe a capacidade de resposta da cidade à frente dos desafios ambientais.
Finalmente, em relação a tópicos sobre sustentabilidade, a primeira grande preocupação dos “gestores” das cidades tem a ver com a poluição atmosférica – 26% das respostas.
Seguem-se os transportes, com 15%, a poluição genérica, com 14%, a poluição da água (14%) e os resíduos sólidos (9%). Pode saber mais sobre este estudo nestes três posts publicados no blog LXSustentável (primeiro, segundo, terceiros).















