O que é o desenvolvimento sustentável?

Há muito que se fala em desenvolvimento sustentável: nos jornais, na televisão, nas revistas ou na Internet. Mas será que o sabe definir? Quantas vezes parou para pensar no seu significado?

Na sabedoria comum, a palavra “sustentável” remete para o equilíbrio de algo que se pode suster e conservar. Já “desenvolvimento” guia-nos em torno do progresso.

No relatório de Brundtland (1987), a ONU definiu: “O desenvolvimento sustentável deverá ir de encontro às necessidades do presente, de forma equitativa e ética, sem comprometer essas mesmas possibilidades para as gerações futuras”.

Durante décadas, existiu entre os consumidores uma tendência generalizada para ignorar estes assuntos, achando erradamente que não os afectavam directamente. Contudo, esse cenário tem vindo a mudar.

Tudo começou nos anos 70 quando pela primeira vez surgiu o conceito de sustentabilidade. E se naquela altura a ideia reuniu uma atenção mais política, actualmente é uma preocupação mundial, presente nas agendas política, mediática, empresarial e até nas atitudes da sociedade civil.

Quando em 1992, na Cimeira da Terra (Rio de Janeiro) é adoptada a Agenda 21, o desenvolvimento sustentável começa a concentrar todas as suas preocupações e áreas de acção nas dimensões ambiental, ecológica e económica.

Tornou-se evidente a necessidade das empresas se tornarem eficientes em termos económicos e ecológicos, ultrapassando o campo da obrigação, para fazer parte dos seus direitos e deveres inalienáveis. Podemos mesmo afirmar que desde então a sustentabilidade é encarada como parte integrante e indissociável da responsabilidade social das empresas, não podendo deixar de coexistir.

Mas o modelo de crescimento das sociedades modernas apoiou-se demasiado em recursos limitados, tais como a água, a exploração indevida de combustíveis fósseis e metais poluentes, para além da falta de práticas ambientais conscienciosas.

Neste sentido, os consumidores têm um importante papel no construir de uma sociedade sustentável, devendo estar alertados para as consequências que as suas acções quotidianas podem ter no futuro de todos nós.

Resta-nos tomar as rédeas e abraçar os nossos direitos de exigir e fazer cumprir, mas sem nunca esquecer o dever de traçar um mundo melhor para as gerações futuras.