Copenhaga tem até amanhã para chegar a um acordo

A um dia do fim da Cimeira do Clima, em Copenhaga, continua o impasse nas negociações e, ainda que no final do dia de ontem tenha chegado uma boa notícia – os países africanos propuseram um montante de financiamento, para os países pobres, de 100 mil milhões de dólares (68,7 mil milhões de euros) – o cenário continua particularmente “caótico”.

Ontem, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, confessou à BBC que será muito difícil chegar a um acordo até amanhã, enquanto que o presidente da Comissão Europeia, o português Durão Barroso, pediu um esforço extra aos Estados Unidos e China.

Hoje à tarde chega a Copenhaga o primeiro-ministro português, José Sócrates, mas a grande expectativa (e que, aliás, tem sido mesmo a grande expectativa de toda a conferência) será a chegada, amanhã, de Barack Obama.

Vários líderes mundiais colocam nos Estados Unidos – e, especificamente, na presença física em Copenhaga do seu presidente, Barack Obama – uma última réstia de esperança num novo acordo climático. Será que estas esperanças são fundadas?

Paralelamente, foi anunciado também hoje que a temperatura, em Portugal, está a aumentar a um ritmo superior ao resto do mundo - cerca de 0,33 graus por década. Mais uma razão para que um acordo em Copenhaga seja indispensável.