As propriedades do morango

A cor vermelha, a forma em coração e a doçura do sumo fazem do morango um dos frutos mais populares em todo o mundo e enriquecem, em sabor e beleza, qualquer refeição.

Apesar de ser possível encontrar morangos à venda durante todo o ano, o pico da sua estação é de Abril até Julho, altura em que são mais deliciosos e mais abundantes.

Dado o seu elevado conteúdo em água e fibra alimentar e o baixo conteúdo em hidratos de carbono, os morangos fornecem cerca de 27Kcal/100g. São excelentes fornecedores de vitamina C, essencial para a produção de colagénio –  uma proteína que mantém a estrutura da pele e desempenha também um papel importante na cicatrização de feridas e previne a gengivite. Os morangos fornecem igualmente ácido fólico, uma vitamina que intervém na produção de glóbulos vermelhos e brancos e na síntese de anticorpos. É altamente recomendado a mulheres grávidas para prevenir defeitos congénitos, como a espinha bífida e também anemias.

Dos minerais que integram a composição dos morangos, destaca-se o potássio, essencial para a transmissão dos impulsos nervosos e para a actividade muscular normal. O potássio também intervém no equilíbrio de água dentro e fora da célula. Os morangos fornecem ainda antocianinas e ácido elágico, um fitoquímico com propriedades anticancerígenas. As antocianinas, além de serem responsáveis pela cor dos morangos, conferem ao fruto propriedades anticancerígenas e anti-inflamatórias. Algumas pessoas são alérgicas aos morangos, desenvolvendo uma erupção cutânea conhecida por urticária. Esta erupção ocorre porque o organismo produz excesso de histamina como reacção a determinada substância presente no fruto.

Os morangos têm teor elevado em salicilatos e por isso devem ser evitados em casos de intolerância à aspirina, constituída por um composto semelhante – o ácido salicílico. As pessoas com problemas intestinais, por exemplo, colite também devem evitar o consumo deste fruto, pois as sementes podem causar irritação.

De fazer água na boca… Os morangos podem ser consumidos de mil e uma maneiras: ao natural, em batidos, gelados, doces, compotas…

Fonte: APN – Associação Portuguesa dos Nutricionistas